Desemprego entre brasileiros em Portugal aumentou 72% em um ano

O desemprego entre brasileiros em Portugal aumentou 72% entre agosto de 2008 e o mesmo mês deste ano, segundo dados do governo português.

As estatísticas revelam que os brasileiros foram o grupo de estrangeiros mais atingido pelo desemprego em Portugal como consequência da crise econômica global.

Em agosto de 2009, o Instituto de Emprego e Formação Profissional registrava 8.879 desempregados brasileiros, 28% dos estrangeiros sem emprego. O número representa 8,5% do total de brasileiros legalizados em Portugal.

Dados oficiais mostram que o número total de desempregados no país em agosto era de 501.663, um crescimento de 65% em relação ao ano anterior.


Ainda maior

Mas para a central sindical portuguesa União Geral dos Trabalhadores, esses números ficam ainda abaixo da realidade.

"Os dados apenas registram o número de estrangeiros que já estão legalizados. Falta contar o desemprego entre os que não têm os papéis de residência no país", afirma José Cordeiro, secretário-executivo da UGT. Segundo Cordeiro, o fato de o desemprego ter crescido mais entre os brasileiros do que entre os portugueses revela que são os brasileiros que têm maior precariedade nos contratos de trabalho. Muitas vezes, eles não são despedidos, mas não têm seus contratos renovados. O crescimento do desemprego entre os imigrantes é sentido na mais antiga associação de brasileiros em Portugal. "Tem sido assim durante todo esse ano", conta Gustavo Behr, presidente da Casa do Brasil. Ele acredita que uma das razões do aumento do número de desempregados brasileiros é que grande parte dos imigrantes do Brasil trabalha em setores mais atingidos pela crise. "É preciso verificar o impacto da crise nos setores como o de serviços, hotelaria e restauração e na construção civil". Behr conta que tem crescido o número de brasileiros que procura o Gabinete de Inserção Profissional da Casa do Brasil, onde é possível acessar o sistema oficial português de colocação de desempregados.

Fonte: BBC

Gasto de turistas brasileiros no exterior é o maior desde setembro de 2008

No mês passado, turistas gastaram US$ 1,05 bilhão no exterior. Em outubro, até dia 23, as despesas somaram US$ 872 milhões.

Os gastos de turistas brasileiros no exterior voltaram a subir em setembro deste ano, atingindo o valor de US$ 1,05 bilhão, segundo números divulgados nesta sexta-feira (23) pelo Banco Central.

Do volume total de setembro, ainda segundo dados da autoridade monetária, US$ 615 milhões foram gastos feitos por meio do cartão de crédito. Em agosto, os gastos haviam recuado para um valor abaixo de US$ 1 bilhão. 

Segundo o Banco Central, o valor das despesas de brasileiros no exterior de setembro é o maior desde o mesmo mês de 2008, antes da piora da crise financeira internacional, quando os gastos somaram US$ 1,12 bilhão. Em outubro de 2009, até o dia 23, as despesas somaram US$ 872 milhões.

Segundo avaliação do Banco Central, os gastos de turistas brasileiros lá fora estão relacionados com dois fatores: com o comportamento da renda e, também, com a cotação da moeda norte-americana. A explicação é que o dólar baixo barateia as passagens, e também hotéis, no exterior.

Via Portal G1

Brasileiros na China estranham idioma e hábito de arrotar

Um brasileiro que desembarca na China logo estranha duas coisas: a língua, indecifrável até para ler, e alguns dos hábitos sociais dos chineses.

- O chinês solta gases, arrota e cospe a todo momento, e faz isso com a maior naturalidade. Para ele, o que é ruim tem que ser colocado para fora. Não é nenhuma vergonha fazer isso em público – diz Leia Baptista, que vive na China há 14 anos e trabalha no setor administrativo da embaixada brasileira em Pequim.


Os chineses são muito festeiros, como nós [brasileiros]. São muito ligados à família, estão sempre ajudando os pais, os avós. Gostam demais de ajudar as pessoas, os estrangeiros. Nesse sentido, lembram até os nossos mineiros – conta Leia.

Há quase uma década e meia na China, ela foi testemunha das mudanças que transformaram o país nos últimos anos.

– As pistas de bicicleta eram mais largas do que as de carro. Agora os carros estão engolindo as bicicletas. Tem enormes shopping centers por toda a parte, leite em pó em qualquer lugar. Quando cheguei aqui não era assim – diz ela.

Para Caio Miranda Ciuff, a China foi uma terra de oportunidades. Ele chegou ao país há dois anos e meio para estudar chinês e decidiu ficar. Depois conseguir emprego em uma companhia inglesa da área ambiental e de trabalhar em uma firma de comércio exterior, abriu o seu próprio negócio por lá.

– Como estrangeiro aqui não tive nenhuma dificuldade em conseguir trabalho – diz.

Ciuff abriu uma empresa que exporta produtos da China para o Brasil. A lista do que ele negocia de lá para cá tem um pouco de tudo: alho, trampolins, teclados, mouses e periféricos de computador, produtos de laboratório, tecidos, roupas, óculos de sol e até mesmo chuteiras.

Agora está juntando documentos para começar a levar para a China o suco de laranja brasileiro. Ele até tentou importar chocolates, mas as dificuldades foram tão grandes que Ciuff desistiu.
A exemplo de Leia, Caio também estranhou os puns e arrotos chineses quando chegou ao país. Mas logo acabou se acostumando.

– Eu faço muitas reuniões de negócio e muitas vezes acabo na mesa de jantar com eles. Sempre ouço arrotos e puns nessas ocasiões, não tem jeito.

Fonte: Portal R7 ( Record) 01/10/2009

Coyote brasileiro preso na fronteira do Canadá pega cinco meses de prisão

O brasileiro Renato Soares de Almeida, 25, foi sentenciado a cinco meses de prisão. Ele foi apanhado na fronteira com o Canadá, quando tentava trazer outros três brasileiros para os Estados Unidos, em 19 de março último. Depois de cumprir a pena, Renato será deportado.

Segundo o The Vancouver Sun, os brasileiros tentavam entrar pelo país através do estado de Washington. Eram 9pm quando ele tropeçou em um sensor, próximo ao Rio Sumas, o que alertou os agentes da patrulha fronteiriça. A busca resultou na prisão de três homens e uma mulher, todos brasileiros que tentavam ingressar ilegalmente nos EUA.

Em abril último, Renato assumiu a culpa no esquema. Segundo o acusado, ele próprio devia $5,000 a um coiote conhecido como “Caio”, por ter sido atravessado. Para pagar a dívida, estava trazendo os outros brasileiros, os quais tomariam um táxi para entrar no país.

Segundo os documentos da corte, Renato conheceu o coiote canadense “Douglas” em um bar na região leste do Canadá. Douglas, por sua vez, colocou-o em contato com outro coiote, “Caio”.

Para Caio atravessar Renato ele pediu inicialmente a quantia de $1,000, e propôs que o débito restante fosse pago com o dinheiro ganho na travessia de outras pessoas. Por cada um dos brasileiros, Renato ganharia $500. A quantia seria abatida da dívida que ele tinha com Caio.

Fugindo da pobreza
Renato confessou ao ICE (agência de imigração americana) que a ‘viagem’ de 19 de março era a última para pagar a dívida. Em outras palavras, ele já havia atravessado outras pessoas antes da prisão. Ainda segundo o acusado, ele trabalhou para Caio durante dois meses antes de ser preso, mas disse que não o conhece pessoalmente.

Ainda de acordo com os registros da corte, Renato levava uma vida difícil no Brasil. Ele nasceu quando a mãe tinha apenas 13 anos de idade. Para escapar da pobreza, veio para os EUA. Alternou a morada durante 4 anos entre a Terra das Oportunidades e o Canadá. Em ambos os países realizou trabalhos na construção civil.

Nos últimos tempos estava trabalhando para um homem chamado “George”, de Vancouver, o qual desapareceu e levou junto o dinheiro que devia aos funcionários brasileiros. Por causa disso, Renato decidiu, no início deste ano, aceitar uma proposta de emprego no estado de Connecticut. Conheceu “Douglas” nesta época.

Falando através do advogado, o acusado disse que pretende se tornar um agricultor no Brasil.
Os asiáticos e sul-americanos são os que mais fazem travessias entre a província canadense de British Columbia e o estado de Washington. Segundo o website de Imigração e Cidadania do Canadá, os brasileiros que quiserem entrar no país precisam solicitar um visto de turista.

fonte: http://www.comunidadenews.com

SotaqueBrasileiro.com

O site Sotaque Brasileiro é uma excelente fonte de informação para brasileiros que pretendem viajar ao exterior e para aqueles que já residem fora de sua terra natal.

Neste site, o brasileiro pode ter informações de oportunidade de emprego, cultura e ainda ver informações que outros brasileiros postam no livro de visitas do site.

Por exemplo, lá podemos pegar dados de quantos brasileiros vivem no Togo, um pequeno país no litoral da África que, segundo o site, vivem 20 brasileiros lá.

Para acessar o site, clique aqui.

Artistas Brasileiros no exteiror

Nem só Tom Jobim e sua Garota de Ipanema agradam os ouvidos dos gringos. Cansei de Ser Sexy, Sepultura, Angra, Bonde do Rolê e Curumin são nomes de bandas e artistas brasileiros que se consagraram no exterior.

Alguns deles fazem mais sucesso lá fora do que em seu próprio País. É o caso do Cansei de Ser Sexy. A banda de paulistas que começou em 2003 de maneira despretensiosa chamou atenção de produtores norte-americanos por seu som cantado em inglês que passeia por diversos gêneros. Depois de ter uma canção incluída no seriado de Paris Hilton e outra no jogo bombado The Sims, em 2006, a banda assinou contrato para lançar o primeiro disco nos EUA, Japão e Europa.
O sucesso é tanto lá fora que há poucas oportunidades de o grupo se apresentar no Brasil. A última vez foi no Planeta Terra Festival, em novembro passado.
O Bonde do Rolê tentou seguir o mesmo caminho, mas o resultado veio proporções menores. Eles foram levados para os Estados Unidos pelo DJ americano Diplo também em 2006 e acabaram agradando. O trabalho do grupo foi elogiado pela revista Rolling Stones e pelo jornal The New York Times. O Bonde do Rolê passou a ser conhecido como "os brasileiros que agitam as festas".
Este ano, após trocar de vocalista, a banda seguiu para turnê pela Europa e já prepara um novo disco para 2009.
Pouco conhecido no Brasil, o Luciano "Curumin" Nakata já soma quatro turnês internacionais. Seu samba-funk que incorpora jazz, bossa nova e hip hop já rendeu dois discos elogiados no exterior.

Fonte: Terra Música

Além dos artistas indicados pela matéria do Terra, eu indicaria tesouros como Céu, Mariana Aydar e Silvya Machete que iniciaram suas carreiras no exterior e agoram retornaram ao Brasil para realização e a promoção dos seus trabalhos.

Bons empregos e cosmopolitismo atraem brasileiros a Dubai


Emirado permite ter padrão de vida semelhante ao da classe alta do Brasil. Estrangeiros vão a festas 'ocidentalizadas' e pouco interagem com locais.
Quando a designer paulistana Beatriz Carosini resolveu deixar o Brasil para encarar sozinha um trabalho num país muçulmano, ela pensou que tudo seria muito difícil. Mas o que ela encontrou quando chegou em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, foi uma vida até que bem parecida com a que ela tinha em São Paulo.
"Achei que teria que mudar o jeito de vestir, de me locomover, que seria tudo muito diferente. Mas na verdade não mudei quase nada. Me visto como me vestia no Brasil, como praticamente do mesmo jeito e ando sozinha pelas ruas - até me sinto mais segura aqui", disse em entrevista ao G1, por telefone.
Beatriz está em Dubai há cinco meses. Ela foi, por indicação de dois amigos, trabalhar em uma agência de publicidade.
Assim como ela, Paulo Foerster também foi morar no emirado a trabalho e não se arrepende. "Os brasileiros que vêm pra cá são muito valorizados e reconhecidos, não são vistos como se estivessem tomando o emprego de alguém, pelo contrário."
Quem também avalia bem a experiência profissional é o publicitário Bruno Santiago, de 31 anos. Ele saiu do Brasil em 2006, quando foi trabalhar no Bahrein. De lá, foi para Dubai, transferido pela empresa. "O mercado não é tão competitivo. Se você tem alguma vantagem, já sai na frente de muita gente. Eu cheguei com 12 anos de experiência e, se no Brasil eu teria um nível de cargo, o nível aqui é muito maior", explica ele.

Experiências
Os brasileiros entrevistados falaram empolgados da vida que têm por lá. A convivência com uma cultura diferente, segundo eles, amplia a visão de mundo. "Você conhece muita gente de muitos lugares diferentes", conta Beatriz.
O número de estrangeiros é muito grande no país, algo entre 70% e 80%. Outra vantagem do emirado são as facilidades de consumo. “Você não paga impostos sobre quase nada, e os bens são muito baratos. De um ano pra cá, por causa da crise, os aluguéis diminuíram muito o valor, cerca de 40%”, disse Paulo.
Bruno explica que, trabalhando na mesma área em que trabalhava no Brasil, consegue viver uma vida com um pouco mais de luxo. "Ter um bom carro, viajar para esquiar, coisas de classe alta no Brasil."

Vida social
Festas nos moldes ocidentais acontecem muito em apartamentos, casas e em hotéis, onde é permitido o consumo de bebida alcoólica. Os estrangeiros precisam de uma autorização formal do governo para comprar bebida, em casas especializadas.
A gastronomia reflete o cosmopolitismo, com restaurantes de todos os tipos e nacionalidades.

Fonte: http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL1308340-17083,00.html

Veja tambémum mapa com as reportagens sobre brasileiros no exterior:

http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL1234120-17083,00-VEJA+MAPA+COM+AS+REPORTAGENS+SOBRE+BRASILEIROS+NO+EXTERIOR.html

Itamaraty quer incentivar brasileiros no exterior a votar nas próximas eleições


O Ministério das Relações Exteriores quer incentivar a participação de brasileiros que vivem no exterior nas próximas eleições. Para o pleito de 2010 a ideia é aumentar em pelo menos 5% o número de eleitores, cerca de 135 mil pessoas de um total de 3 milhões de brasileiros emigrantes.
De acordo com a Subsecretaria-Geral das Comunidades Brasileiras no Exterior, vinculada ao Itamaraty, mesmo ilegais, os brasileiros que vivem em outros países, desde que em situação regular com a Justiça Eleitoral brasileira, poderão procurar o consulado mais próximo do seu domicílio para votar nas eleições para presidente da República em 2010.
“Temos uma parceria com o TSE [Tribunal Superior Eleitoral] para aumentar o número de eleitotores brasileiros no exterior. As estimativas mais atuais são muito baixas”, avaliou a representante da subsecretaria, a diplomata Adriana Telles Ribeiro, durante a 2ª Conferência das Comunidades Brasileiras no Exterior, dia 15, no Rio.
O jornalista Paulo de Souza, do site Nossa Gente, distribuído na Flórida, está interessado na iniciativa. Morando nos Estados Unidos há 10 anos, diz que manter os laços de cidadania com o Brasil é uma forma de “valorizar o país”.
Para sensibilizar os emigrantes quanto à importância da participação nas eleições, a estratégia do Itamaraty é usar os veículos de comunicação feitos por brasileiros no exterior como o site para o qual Paulo de Souza colabora. Para chegar até esses meios, o ministério fez um mapeamento, divulgado hoje. “Temos rádios de garimpo no Suriname, jornais publicados nos Estados Unidos e sites no Japão”, citou a diplomata.
Além disso, Adriana Telles disse que o governo discute formas para enfrentar os problemas que dificultam o voto pelos brasileiros residentes no exterior, como “o distanciamento dos imigrantes com a realidade brasileira”, o acesso aos consulados (localizados em poucas cidades) e o medo de alguns deles de ter a situação, quando irregular, denunciada às autoridades locais.
“Erroneamente, as pessoas associam o consulado à autoridade local. Jamais um consulado brasileiro denuncia ou serve aos interesses do país no qual o brasileiro está. Por isso, há necessidade de fazermos uma campanha de esclarecimento”, afirmou ela.
A diplomata também informou que está em estudo a possibilidade de os brasileiros que vivem no exterior votarem por meio do correio ou da internet.

Novelas brasileiras!

As novelas brasileiras fazem um enorme sucesso no exterior do país, mas qual serà que fez mais sucesso?

A novela que apreceu em mais países até hoje é a Da Cor do Pecado (2004) de João Manuel Carneiro, a novela passou e/ou está passando em, pasmem 100 países, desbancando as grandes superproduções Terra Nostra (95 países) e O Clone (90 países). Com “Da Cor do Pecado”, feitos da teledramaturgia brasileira não acontecia desde a “Escrava Isaura” que na época foi a porta de entrada para a exportação de novelas. Agora a Rede Globo tem duas cartas na mangá, a objetivo da Rede Globo agora é lançar “A Favorita” e fazer que ela seja a mais vendida de todos os tempos, a outra carta é a megasuperprodução “Caminho das Indias” que a Globo quer entrar mergulhando no mercado Ásiatico. Segundo a Agência Estado pelo levantamento da Rede Globo o ranking das novelas procede assim: Da Cor do Pecado – 100 países; Terra Nostra – 95 países; O Clone – 90 países; Escrava Isaura – 79 países; Por Amor – 74 países; Mulheres de Areia – 62 países; Anjo Mau – 62 países; Sinhá Moça de 1986 – 60 países; Laços de Família – 56 páises; O Rei do Gado – 55 páises. Embora as novelas sejam exportadas para centenas de países praticamente alguns países são díficeis de entrar pois a falta de cultura de assistir Tempos de Glória Escrava Iaura - praticamente abriu o mercado das telenovelas brasileiras mundo a foratelenovela não deixa, é no caso dos Estados Unidos que o público estadunidense é muito voltado a seriados e filmes, lá passa as telenovelas porém e no canal hispânico americano Tele Mundo em espanhol é claro.

fonte: http://www.midiainteressante.com/2009/05/voce-sabe-qual-e-novela-mais-vista-do.html

Aumenta o numero de brasileiros barrados na Europa.


Casos de brasileiros barrados nos aeroportos da Espanha e da Inglaterra dominaram parte da atenção diplomática do governo ao longo dos últimos anos. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o número de pessoas que foram deportadas ou tiveram negada a entrada em outros países quase dobrou de 2005 a 2006, chegando a 13,5 mil pessoas, e manteve a mesma tendência nos anos seguintes. Por mais que o governo se diga empenhado em proteger os direitos dos brasileiros, o Itamaraty admite que não há nada que possa ser feito para garantir o direito de entrada em outros países, que são soberanos.
“O direito internacional garante que você possa sair do seu país e voltar a ele, mas não garante o direito de entrar em um outro país. Mesmo que a pessoa tenha visto, é a autoridade migratória que decide se ela entra ou não”, explicou o embaixador Eduardo Gradilone, diretor do Departamento Consular e de Brasileiros no Exterior. Mesmo os vistos não constituem uma garantia, mas sim uma expectativa de direito, diz o MRE. As autoridades migratórias possuem a prerrogativa, caso julguem pertinente, de impedir o ingresso de terceiros em seu território.
Segundo ele, o MRE está fazendo contato com todos os países para garantir que os brasileiros tenham tratamento digno nos aeroportos. O grande problema, entretanto, é que a maior parte dos mais de 2 milhões de brasileiros que se encontram no exterior realmente está em situação migratória irregular. “Acredito que mais de 70% das pessoas estejam irregulares. Temos quase 100% de regularidade no Japão, mas nos EUA, onde há mais de 1,3 milhão de brasileiros e na Europa, onde são quase um milhão, a maior parte dos brasileiros foi ao país, passou o prazo de permanência admitido, se engajou em atividade de trabalho e não se regularizou”, disse Gradilone.
O embaixador diz que a crise entre Brasil e Espanha por conta dos brasileiros barrados foi o pior momento da relação bilateral entre os dois países. Dela resultou numa reunião de alto nível que estabeleceu um parâmetro de trabalho. “Criamos uma hotline para exame de casos específicos e emergenciais de pessoas que alegam ter toda a documentação e estão sendo barradas a despeito disso. Criamos um sistema de troca de policiais migratórios entre os dois países, para que eles se conheçam melhor e se crie um ambiente de entendimento. Estamos desenvolvendo um folheto com todos os requisitos de entrada na Europa, procuramos pegar tudo o que os mais exigentes pedem, para que todas as pessoas possam ter idéia do que podem ser cobradas quando estiverem sendo recebidas em outro país.”


Brasileira é indiciada na Suíça por falso testemunho

A brasileira Paula Oliveira, que em fevereiro passado simulou ter sido vítima de um ataque neonazista em Zurique, na Suíça, foi denunciada na sexta-feira (dia 16) oficialmente pela procuradoria da cidade e terá de responder pelo crime de "induzir a Justiça ao erro".
As autoridades locais rejeitaram a defesa de Paula, que alegava que ela tinha um estado mental instável. Agora, o futuro da brasileira, que está com o passaporte retido e não pode deixar a Suíça, será determinado por um juiz. A procuradoria local quer o pagamento de multa. Se condenada, Paula ainda terá de pagar os gastos com advogados e peritos que trabalharam no caso.
Em fevereiro, a brasileira chamou a polícia e afirmou que tinha sofrido um ataque na periferia de Zurique. Ela dizia estar grávida e ter sido agredida por neonazistas. Em seu primeiro depoimento, disse que o ataque teria causado o aborto de gêmeos. A denúncia mobilizou a diplomacia brasileira, que chegou a preparar uma ação na ONU. No entanto, dias depois, ela confessou que tudo não passava de uma armação.

Brasileiros passam fome no Japão

O país é um dos mais afetados pela crise econômica mundial, a queda nas exportações levou ao maior déficit na balança comercial desde 1980 e o novo correspondente em Tóquio, Roberto Kovalick, mostra a situação de milhares de brasileiros que estão perdendo os empregos.Durante décadas, o Japão foi a locomotiva da Ásia. Mas a crise tirou a segunda maior economia do planeta dos trilhos. O país vive em grande parte das novidades que inventa: os robôs, os carros econômicos, que fazem o futuro dar as caras por aqui mais cedo.

Mas os japoneses não têm para quem vender tantas engenhocas, já que os principais consumidores, os Estados Unidos, estão sem dinheiro para comprar.

As empresas estão poupando os japoneses do desemprego. Preferem demitir os trabalhadores temporários e os estrangeiros, o que faz dos brasileiros que vivem no país, as grandes vítimas da recessão japonesa.

O lugar nem de longe lembra a potência econômica que é o Japão. Uma pensão abandonada transformada em abrigo para desempregados brasileiros.

“Três meses. Depois que surgiu essa recessão no Japão da queda, estou desempregado até o dia de hoje”, disse Ricardo Suku.

Muitos não mostram o rosto, tem vergonha. Não querem que a família no Brasil saiba o que estão passando. Um homem conta que dormia no carro de um amigo, antes de vir para o abrigo.

“Passava dois, três dias sem comer. Aí eu batia na porta dos apartamentos onde moram os brasileiros, mas pela situação que já estava, tinha muita gente que não podia me ajudar também, então eu ficava sem comer”.

Uma família está terminando de arrumar as malas. Roupas, brinquedos, lembranças da época em que conseguiram trabalho, tudo o que conseguiram juntar em 13 anos de Japão. O casal ficou desempregado e precisou pedir ajuda para voltar ao Brasil.

O casal e os filhos vão ser repatriados pelo Ministério das Relações Exteriores porque conseguiram provar que não têm mais nada, nem Japão nem no Brasil. Eles ainda têm um problema: como determina a lei, a passagem que vão ganhar do governo brasileiro é só até São Paulo. Eles não têm dinheiro para chegar a Mato Grosso do Sul, onde mora a família, nem como recomeçar a vida.

“Nós não temos móveis, não temos dinheiro guardado. Então nós estamos indo na pura fé”, disse Fábio Yano.

Apesar disso, o pior já passou. Eles agora, ao menos, têm comida de doações para dar aos filhos. “As crianças são maravilhosas. Elas não deram um pingo de trabalho. Quando elas sabiam que não tinha nada de comer, elas não pediam comida para nós. Aí meu marido olhava, as crianças quietinhas. Não tem jeito, vamos vender as coisas. Ele saía, vendia e trazia leite, pão, arroz. E eles comiam. E falavam: “Obrigado, papai. A gente estava com fome””, contou, emocionada, Dian Yano.


Fonte: Jornal Nacional - G1 -02/09

 
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