O governo da Bolívia quer tomar as terras dos estrangeiros que vivem na região de fronteira. Entre eles, cerca de 500 famílias brasileiras podem perder as propriedades.
A Bolívia tem divisa com quatro estados brasileiros. A faixa de fronteira onde os estrangeiros não podem possuir terras tem uma largura de 50 quilômetros.
A proibição da posse da terra para os estrangeiros nessas áreas é antiga e agora o governo Evo Morales resolveu aplicar a lei.
O Sr. Beto Pagliuca Filho é um brasileiro que tem fazenda nessa área. A propriedade tem 3.700 hectares.
A fazenda foi comprada em fevereiro deste ano. Em poucos meses, passou por uma transformação. Foram abertas estradas e áreas para pasto e agricultura.
"Vou fazer um confinamento de boi. Plantar cana e milho para fazer o silo para engordar o boi", afirma o filho do fazendeiro, Beto Pagliuca Filho. O Sr. Beto é paulista e veio para Mato Grosso na década de 70. No país vizinho, já construiu casa e as obras não param.
Ele mantém os investimentos na fazenda porque acredita que encontrou um jeito de não ser expulso pelo governo boliviano. As terras continuam no nome do prefeito de San Matias. "Até agora eu não passei o documento para o meu nome, não tem como passar continua no nome do prefeito. Eu comprei a terra, paguei e continua no nome dele. Não tem como passar para o meu nome. A não ser que eu tenho um filho".
Já o Sr. Aurélio Mendes fez diferente. O antigo peão virou fazendeiro e está tranquilo porque se casou com uma boliviana. "Eu tenho bastante boi, a família da minha mulher, o pai a mãe dela. A gente tem esse apoio por causa disso", diz o fazendeiro Aurélio Mendes.
O que desperta o interesse dos brasileiros pelas terras bolivianas é o preço. Uma fazenda fica na fronteira. O hectare não passa de R$ 140 reais, já do outro lado da cerca, em Mato Grosso, mesmo a área não sendo muito valorizada, o hectare já custa 20 vezes mais.
A maioria dos brasileiros ameaçados de perder a terra não quer aparecer. O medo é de uma reação do governo boliviano. Nós conversamos em Cuiabá com o Cônsul da Bolívia, Victor Manuel Cuba Akiyama.
O Cônsul disse que a constituição boliviana permite a retomada das terras e a expulsão dos brasileiros, mas que isso depende do relatório de cada município. A questão é analisada com muito cuidado pelas autoridades bolivianas.
Em Brasília, o governo anunciou as primeiras medidas para resolver a situação. No Itamaraty, a informação é que começou nesta quinta-feira um levantamento das famílias de brasileiros que moram na faixa de fronteira, dentro do território boliviano. O objetivo é ver quem quer ficar naquele país e quem pretende voltar para o Brasil.
O levantamento está sendo feito por funcionários do Ministério das Relações Exteriores, do Incra e da Organização Internacional para Imigração. Quem quiser ficar na Bolívia será reassentado fora da faixa de fronteira. Quem quiser voltar para o Brasil, terá prioridade no programa de reforma agrária.
Segundo a área consular do Itamaraty, a questão tem sido tratada pelo governo brasileiro como prioridade. A Polícia Federal, a Receita Federal, o Ibama e o Ministério da Agricultura tem trabalhado juntos também para facilitar a transferência dos brasileiros que quiserem voltar para cá.
Além de agricultores, há brasileiros na área de fronteira da Bolívia que trabalham na extração da borracha. O Itamaraty espera concluir o cadastramento das famílias até o próximo dia 23 de novembro.
Fonte: http://video.globo.com/Videos/Player/0,,GIM1155452-7759-BRASILEIROS+TEMEM+PERDER+FAZENDAS+NA+BOLIVIA,00.html
Brasileiros temem perder fazendas na Bolívia
Blog dos negociadores
Hola a todos!
Hoje o meu post vai ser um pouquinho diferente.
Crise empurra brasileiros de volta
Andréa Tom, estilista de 27 anos, voltou para o Recife há duas semanas. Estava estudando em Londres desde setembro. Voltou porque quis. E por causa do frio, conta. Mas trouxe na mala notícias não muito boas de lá. Na capital inglesa, Andréa morou em uma casa com mais três brasileiros que trabalhavam em hotéis (um pernambucano, um baiano e um mineiro). "Depois do réveillon, começaram a antecipar as férias do pessoal. Eles falaram que, em quatro anos, nunca tinham passado por isso. Estavam até querendo ir pra Dubai", conta. Deve ficar ainda pior. A taxa de desemprego no Reino Unido está na casa dos 6%, a mais alta da última década.
Desde janeiro, há protestos contra a contratação de imigrantes. Mês passado, milhares fizeram greve contra a contratação de italianos e portugueses para empregos temporários em uma refinaria da cidade de Lindsey. Quarta-feira passada, novos protestos. No Centro e no Sul do país. Nas mãos, os manifestantes carregavam placas dizendo "emprego no Reino Unido para trabalhadores britânicos". O governo de lá já começa a criar leis mais duras para controlar a imigração. Outros países europeus vão no mesmo caminho. A Europa é o continente com maior número de migrantes. São 70,6 milhões, segundo a Organização Internacional de Migrações (OIM).
Na Espanha, a crise levou os nativos a disputar vagas com os imigrantes - entre eles os brasileiros - na colheita anual de azeitonas no sul do país, em dezembro. Nos últimos 15 anos, esse tipo de emprego não interessava aos espanhóis. A atividade era exercida por mão de obra estrangeira. O governo espanhol chegou a fazer campanhas publicitárias pedindo para que os imigrantes não aparecessem através das vagas temporárias. O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou um relatório apontando que todos os dias pelo menos 2,5 mil trabalhadores perdem o emprego na Espanha. Mas o desemprego entre os estrangeiros é maior: 17,5% contra 11,3% (dados de novembro).
Margaret, uma gaúcha de 35 anos que mora em Frankfurt desde o início de 2008 e pediu para ter o sobrenome preservado, conta que teve um amigo que voltou para o Brasil terça-feira passada. "Ele trabalhava para uma empresa aqui e, assim que voltou de férias, foi informado que teria que voltar para o Brasil por causa da crise. Ele ocupava um cargo alto e acredito que deram preferência para os alemães", diz. De acordo com a OIM, a Alemanha é o país europeu com maior número de imigrantes. A maioria de origem turca, que começou a chegar ao país nos anos 50 para ajudar na reconstrução após a Segunda Guerra Mundial.
"Esta época de crise é certamente um período em que os nazistas vão aproveitar para ganhar força, reclamando dos estrangeiros. Mas existe muita gente, principalmente os que sofreram os horrores da guerra, que não vão deixar isso acontecer", acredita Margaret. Ela diz que não tem sentido preconceito. Mas acredita que isso é, em parte, pela aparência e pelo sobrenome (ela é loira, filha de pai inglês e neta de alemães). O primo, que é negro e mora em uma vila na região de Stuttgart, volta e meia conta que é vítima de grupos de jovens "que são muito maiores e não sabem nem o que estão dizendo".
Fonte: Diário de Pernambuco
Brasileiros são bem-vindos ao Canadá.
Durante todos esses anos, vemos notícias de brasileiros barrados em alguns países da Europa e, até mesmo, sendo vítimas de preconceito em países que temos uma forte ligação histórica, como Portugal.
Mas essa é uma situação que não ocorre no Canadá. Lá, graças à política de imigração, os brasileiros são bem-vindos pela população porque eles sabem o quanto dependem da mão-de-obra brasileira para que sua economia cresça de forma sustentável.
Logo ao chegar ao país, os brasileiros recebem assistência social e quase todos os direitos que um canadense tem, menos o direito de votar e a concorrer a cargos públicos.
Para os estudantes que precisam melhorar o seu inglês ou francês, o Canadá pode ser uma ótima opção, porque lá é como o Brasil, o imigrante não é mal-visto e, depois de estudar, os jovens podem encontrar uma ótima oportunidade de emprego para obter experiência profissional no exterior.
Imigrantes fazem vida em cidade da Flórida parecer com a do Brasil
A rotina do diretor de rádio Raul de Barros, o Tremendão, se desenrola como se ele vivesse no Brasil. Sob um forte calor, ele acorda, fala português com todas as pessoas com quem convive, come comida típica brasileira, passeia por shoppings onde as lojas são voltadas para os imigrantes do Brasil, transmite programas de rádio que tratam de temas brasileiros e são ouvidos por seus compatriotas, e toca uma lista de canções da MPB.
“É como se estivesse na Bahia, mas com muito mais conforto de que conseguiria lá”, resume. A diferença é que Raul Tremendão dirige a Rádio Pompano Beach, na cidade que leva este mesmo nome, no estado norte-americano da Flórida.
A comunidade brasileira nos Estados Unidos é a maior fora do Brasil. Segundo dados do Ministério das Relações Exteriores, há no mínimo 843 mil brasileiros vivendo no país, mas este número pode chegar a 1,49 milhão de pessoas. Todos os dias, a rádio transmite pela internet um conteúdo voltado à comunidade de brasileiros no país, especialmente naquele estado do sul. “Somente aqui na Flórida há uns 200 mil brasileiros”, contou Tremendão, em entrevista ao G1.
O diretor da rádio, que tem este apelido por ter tocado na banda que acompanhava Erasmo Carlos, o "Tremendão" da Jovem Guarda, conta que deixou Vitória (ES) e se mudou para os Estados Unidos há 15 anos, por medo da violência. Até pouco mais de um ano atrás, ele morava na cidade de Sarasota, também na Flórida, mas se mudou para Pompano Beach para montar a rádio na região com maior comunidade de imigrantes. “Precisava estar perto deste público”, disse. Segundo ele, entretanto, o perfil de rádio imigrante acaba atraindo audiência de outras partes do mundo. “Já temos ouvintes brasileiros em diferentes países. Recebemos mensagens de pessoas do Japão, da Espanha, da Alemanha.”
Depois de um ano no ar, o diretor diz que a rádio já conta com uma audiência média de quase 2.000 pessoas a cada hora. “Cerca de 95% da nossa programação é composta de MPB, mas também tocamos músicas da Jovem Guarda, tocamos pagode, sertanejo, tudo o que é pedido pelo público”, contou, completando que também há programas sobre sexo, comportamento e notícias. No site da rádio, há até convites para que mais pessoas participem da programação ou até apresentem novos programas.
Pedaço de Brasil nos EUA
Em Pompano Beach, ele conta, é possível viver se relacionando apenas com brasileiros, se o imigrante não quiser se integrar com os norte-americanos. “Dá para morar aqui nos Estados Unidos e só falar com brasileiros, ir a lojas brasileiras e passear no shopping que chamamos de Mall do Arroz com Feijão.” A maioria dos imigrantes na cidade, segundo Tremendão, é de pessoas que trabalham na construção civil, misturando imigrantes que estão no país de forma legal e ilegal. Os que estão em situação irregular, diz ele, sofrem com a repressão da polícia e acabam dificultando a vida até para os que estão em situação legal.
Depois da desvalorização internacional do dólar e de a crise financeira ter atingido os Estados Unidos, muitos desses brasileiros que tinham ido ao país em busca de melhores oportunidades acabaram voltando para o país de origem. “Mas tem gente que volta para casa e não se acostuma mais com o Brasil. Já vemos que tem gente que tinha desistido de viver aqui, mas que volta agora para tentar reconstruir a vida nos Estados Unidos”, disse.
O próprio Tremendão se inclui entre os que se sentem em casa e não chegam a sofrer por saudade do Brasil. “Aqui a gente acha de tudo o que podia querer do Brasil”, disse. “As coisas deram muito certo na minha vinda, fizemos todos os trâmites legais, já tenho dupla cidadania, a rádio está crescendo, e não vejo motivo para querer voltar.”
Turistas brasileiros
Será que o brasileiro como turista é bem visto???
Uma pesquisa realizada pela TNS Infratest para a Expedia colocou os turistas brasileiros em 19° lugar numa lista que elegeu os 27 melhores turistas do mundo. Foram entrevistados 4,5 mil hoteleiros em 27 países sobre o comportamento dos turistas. Mas poderia ser pior! Os franceses ficaram com o último lugar (espanhóis, em 26º lugar, e os gregos, em 25º), enquanto o primeiro lugar, é dos japoneses. Em segundo, ficaram os turistas britânicos e em terceiro, os canadenses.
O comportamento dos visitantes foi avaliado partindo de itens como o costume de dar gorjetas, a disposição em falar o idioma local, a higiene, o hábito de reclamar, entre outras coisas. Os japoneses são os mais organizados, bem-educados, quietos e satisfeitos. Já os franceses… De acordo com a pesquisa não costumam dar boas gorjetas, são considerados mal-educados e não se esforçam para falar a língua local.
E se o assunto é “falar”. Os mais escandalosos - que falam alto são americanos, os italianos e os espanhóis. Generosos, com as melhores gorjetas figuram os americanos, os britânicos, os
alemães e os japoneses.
fonte: http://www.viajandaunblog.com/post/1259/turistas-brasileiros-ficam-em-19-lugar-na-lista-dos-melhores-do-mundo
2,5 milhões de brasileiros vivem fora do país
A estimativa é oficial. Foi elaborada pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Os números incluem tanto as pessoas que estão no exterior legalmente quanto aquelas consideradas ilegais pelas autoridades locais --que são classificadas pelo Itamaraty de "irregulares".
Formalmente, há 1,8 milhão de brasileiros fora do país. São pessoas que emigram e informam voluntariamente à embaixada ou ao consulado brasileiro sua localização no exterior.
O Itamaraty chegou aos 2,5 milhões de emigrantes considerando estatísticas elaboradas pelos países que acolhem os brasileiros e dados referentes à movimentação consular dos brasileiros ilegais. Ainda que não se registrem formalmente na embaixada, esses brasileiros vêem-se forçados a buscar assistência consular no momento em que querem casar-se, registrar seus filhos ou emitir procurações para parentes no Brasil.
Uma faceta comemorada pelo governo é a colaboração econômica dos emigrantes. Segundo Manoel Gomes Pereira, diretor das Comunidades Brasileiras no Exterior do Itamaraty, os brasileiros vivendo no exterior são responsáveis pela injeção de cerca de R$ 5,8 bilhões na economia brasileira por ano.
Em 2003, o Banco Central do Brasil registrou um envio de R$ 2,9 bilhões. O restante, segundo Pereira, são quantias trazidas pessoalmente ao país ou enviadas por amigos.
"São compatriotas que deveriam ser recebidos com tapete vermelho, champanhe e caviar", brinca Pereira.
Mais da metade dos brasileiros que decidem morar no exterior escolhe os Estados Unidos como principal destino. O Paraguai, o Japão e Portugal vêm logo em seguida.
Pé-de-meia
O perfil das pessoas que decidem deixar seu país é variado. Segundo Pereira, são tanto profissionais com nível acadêmico elevado quanto pessoas de regiões economicamente deprimidas.
As razões podem ser a procura por empregos especializados e mais bem remunerados ou a busca do tradicional pé-de-meia para voltar ao país com estabilidade financeira.
"A grande maioria não emigra com a intenção de permanecer [fora do Brasil]", diz Pereira.
No exterior, a imagem do brasileiro é a de um trabalhador dedicado. De acordo com Pereira, além de trabalharem bastante, os brasileiros são considerados receptivos, ordeiros e bem integrados culturalmente.
O crescimento das comunidades brasileiras no exterior não é visto com maus olhos pelo Itamaraty. "As emigrações são um fenômeno humano", diz Pereira. "Na pré-história, éramos nômades".
A simples análise do número de pessoas registradas em embaixadas e consulados do Brasil e em outros países mostra uma saída crescente de brasileiros do território nacional.
Em 1996, estavam registrados nos Estados Unidos menos de 600 mil brasileiros. Em 2003, o número havia pulado para quase 720 mil --uma média de 16 mil brasileiros a mais em solo americano a cada ano.
O diplomata crê que os países procurados pelos trabalhadores irregulares tenham maior preocupação com a manutenção de uma política migratória ordenada do que com os empregos que essas pessoas ocupam. "A existência da loteria do "green card" é uma prova de que até os EUA precisam de imigrantes", diz Pereira.
Brasileiros e Trabalho Voluntário no Exterior
Passar uma temporada de estudo ou trabalho no exterior por si só já representa enorme ganho para sua vida pessoal e profissional. Se essa experiência incluir ações de voluntariado, sua formação se torna ainda mais completa. Além de desenvolver a fluência no idioma e fazer uma imersão na cultura local, os programas de trabalho voluntário permitem que você entenda melhor os problemas que outros países enfrentam (que, em muitos casos, são bastante diferentes das mazelas brasileiras), adquira uma consciência social maior e, o mais importante, contribua para ajudar pessoas com necessidades. “É aula prática de cidadania. Ao doar seu tempo para ajudar o próximo, o voluntário conhece as dificuldades sociais e a vida sociocultural do país”, diz Andréa Goeb, gerente de desenvolvimento organizacional da AFS, no Rio de Janeiro (RJ), organização não-governamental (ONG) que promove intercâmbios culturais.
Gay brasileiro casado com americano tem pedido de asilo negado nos EUA
O gay brasileiro Genesio Oliveira Junior teve negado nesta semana o seu pedido de asilo nos Estados Unidos onde vive seu marido, o norte-americano Tim Coco, segundo a agência de notícias Associated Press.
De acordo com Coco, o procurador-geral Eric Holder não agiu até o prazo limite para o pedido de Junior, que se esgotou na última sexta, negando, efetivamente, o pedido de asilo do brasileiro de 30 anos por razões humanitárias.
Precisávamos de uma decisão do procurador-geral sobre se Junior poderia voltar para casa", disse Coco, 48, à AP. "Ele não levou o pedido a sério". O Departamento de Justiça não comentou o caso.
Oliveira se casou com o americano Tim Coco em 2005, em Massachusetts, quando ainda tinha apenas o visto de turista, depois que eles se conheceram em um bar em Boston. O estado de Massachusetts permite o casamento homossexual, mas, pela lei federal, não garante a um estrangeiro que ele possa permanecer no país legalmente.
Em 2002, ele deu entrada no pedido de asilo nos EUA argumentando ter sofrido abusos quando era adolescente no Brasil. Um juiz da imigração negou o pedido e o procurador-geral adjunto, Ronald Weich afirmou, em carta, que Oliveira negou ter sofrido danos físicos durante depoimento.
O caso ganhou repercussão após Oliveira e Coco entrarem com um pedido de asilo argumentando que tinham medo de que ele sofresse novos atos de preconceito e agressão no Brasil por ser homossexual e depois de o americano ter conversado pessoalmente com o senador e ex-candidato à presidência dos EUA John Kerry. Na ocasião, Kerry pediu ao Departamento de Justiça que reconsiderasse o caso e concedesse asilo diplomático ao brasileiro. Oliveira também enviou uma carta, no ano passado, para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para o então presidente americano George W. Bush e para o ministro das Relações Exteriores Celso Amorim.
Em entrevista por e-mail ao G1, em março, Oliveira disse que se mantinha escondido no Brasil, “um país bem preconceituoso”, por “precaução e segurança”. O pedido de asilo era, segundo ele, por temer perseguição por causa de sua sexualidade. Ele deixou os Estados Unidos em 2007 após perder um recurso.
De acordo com a lei federal de imigração, imigrantes podem permanecer no país se casarem com cidadãos americanos. Mas o governo federal não reconhece o casamento entre homossexuais (reconhecidas apenas em alguns estados) e a solicitação de Oliveira para permanecer nos Estados Unidos com base na sua relação com Coco foi negado este ano.
Mais informações: G1
Cerca de 150 mil brasileiros vivem em Londres, diz estudo
Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Queen Mary, no Reino Unido, estima que 53% dos brasileiros que viviam em Londres em 2006 estavam ilegais.
A pesquisa Brazilians in London (Brasileiros em Londres) investigou informações sobre a comunidade brasileira residente na capital britânica a pedido da campanha "Strangers into Citizens" ("Transformando estranhos em cidadãos", em tradução livre), uma iniciativa que prega a anistia para imigrantes ilegais no Reino Unido.
O estudo, que buscou traçar uma radiografia sócio-econômica da população brasileira em Londres, analisou dados obtidos a partir de um questionário aplicado a 423 brasileiros entre os meses de setembro e outubro de 2006.
O levantamento traz informações sobre o tamanho da comunidade brasileira em Londres, traça um perfil demográfico dos imigrantes (sexo, idade e escolaridade), situação no país, por que escolheram Londres como destino, atividades que desempenham, renda e tempo estimado de permanência.
Explosão
De acordo com o último censo oficial realizado no Reino Unido, em 2001, havia cerca de 8.000 brasileiros morando em Londres. Já naquela época, estimativas de instituições brasileiras com base no Reino Unido afirmavam que a comunidade brasileira contaria com 15 a 50 mil pessoas.
Não existe uma atualização oficial deste número desde então, mas as estimativas feitas pelo levantamento da Universidade Queen Mary indicam uma explosão da comunidade no país. Atualmente, os pesquisadores acreditam que haja 200 mil brasileiros estabelecidos no país, sendo que entre 130 e 160 mil estariam em Londres.
Ainda de acordo com o estudo, grande parte desses brasileiros que se estabelecem em Londres chega à cidade como turistas.
Ao contrário de outros países, como os Estados Unidos, o Reino Unido não exige visto para entrada de turistas brasileiros. Uma vez em solo britânico, fica difícil para as autoridades britânicas detectarem quem ultrapassa o limite de seis meses permitido para turistas.
"Os que chegam como turistas e pretendem ficar mais tempo têm duas possibilidades: ou ficam ilegais ou pedem o visto de estudante, que lhes permite trabalhar até 20 horas por semana", explica o relatório.
Segundo o levantamento, a estratégia do visto de estudante tem sido "amplamente usada por brasileiros", mas com o tempo acaba se tornado uma alternativa cara.
"Como a renovação do visto é cara e ainda implica em gastos com matrículas em cursos, os brasileiros normalmente o renovam uma ou duas vezes e depois decidem ficar ilegais."
Mercado de trabalho
O estudo projeta que 43% dos imigrantes brasileiros em Londres tem, em média, entre 31 e 40 anos. Os que têm entre 18 e 30 anos correspondem a 39,5% e os com 41 a 50 anos, a 14%. Ainda segundo o trabalho, as populações masculina e feminina estão bem equilibradas: 51,5% seriam homens e 48,5%, mulheres.
Mais da metade dos entrevistados (54%) tem o ensino médio completo, 36% chegaram à universidade, mas metade desse total não teria completado o terceiro grau.
A gama de cursos universitários citados na pesquisa pelos brasileiros entrevistados incluía administração de empresas, contabilidade, pedagogia, educação física, turismo e engenharia.
Em entrevista à BBC Brasil, Yara Evans, coordenadora do estudo e pesquisadora do Departamento de Geografia da Universidade Queen Mary, estima que boa parte dos graduados não está exercendo a profissão no Reino Unido.
"Ficou claro que entre os que têm universidade, só uma pequena minoria consegue se encaixar no mercado de trabalho dando continuidade à carreira, mas ainda assim dizem que são mais bem remunerados que no Brasil", disse Evans.
Ainda de acordo Evans, o estudo mostra que o que mais atrai brasileiros a Londres são as oportunidades do mercado de trabalho, aliado ao "desejo de economizar dinheiro, ajudar a família no Brasil e ganhar experiência no exterior".
Pouco mais de um terço dos brasileiros entrevistados (38,3%) disseram estar em Londres de passagem e pretendem ficar até cinco anos na capital britânica, o que seria tempo suficiente para "guardar dinheiro e voltar para casa".
Outros 11,3% disseram que planejavam ficar mais de cinco anos, e 11,6% manifestaram o desejo de ficar para sempre.
França reorienta sua diplomacia para países emergentes
"A França está procurando novos parceiros e percebeu que pode estreitar a relação com os emergentes. Tentou com o Brasil e deu certo", diz Laudemar Aguiar, ministro-conselheiro da embaixada em Paris. "Brasil e França compartilham a mesma análise política e querem trabalhar juntos", confirma o embaixador da França em Brasília, Antoine de Pouillieute.
A aproximação com o Brasil também é vista por Paris como uma necessidade, já que com gigantes como China e Rússia a relação é tempestuosa. "De um lado, a França tem dificuldades históricas com Rússia, Índia e China. De outro, sabe que o Brasil é o país que funciona melhor entre os emergentes", disse ao Estado Dominique Moise, cientista político francês, professor da Universidade Harvard.
Curso no exterior e ter seu emprego garantido? É possível?
Analistas da área afirmam que essa é uma tendência a ser seguida pelas empresas, uma vez que isso ajuda na capacitação de seus funcionários e em um melhor serviço oferecido pelas empresas. Segundo Inês Cozzo Olivares, o profissional pode tentar pedir a licença remunerada em uma primeira tentativa e, caso não consiga obter sucesso, o funcionário pode entrar com um pedido de licença não remunerada.
Entretanto, o profissional deve estar muito bem preparado para fazê-lo. Tem que estar atento para os riscos que existem nesse tipo de negociação, problemas que podem acontecer durante a viagem e, até mesmo, na volta ter a desagradável surpresa de encontrar alguém em seu lugar.
Com isso, é importantíssimo que o funcionário saiba muito bem fazer uma avaliação do terreno, saber realmente a atual situação da empresa no mercado e de sua própria situação profissional. Depois disso, se sentir que está num bom momento para partir para a negociação, é só ir em frente e falar com os superiores e explicar o que esse curso pode trazer de valor agregado para a empresa.
Leia a íntegra da matéria no site: Universia.com.br